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quinta-feira, 20 de maio de 2010

O mundo feminino e seu retrato moderno ou a estréia de Sex and the City 2



Para alguns, o assunto da série  Sex and The City já deveria ter esgotado faz tempo. A revolucionária primeira temporada que falava de hábitos contemporâneos e retratava o sexo e as relações modernas foi aos poucos sendo substituída pela exaltação das marcas e do mercado da moda. De um pretenso retrato antropológico travestido de entretenimento, para entretenimento puro existe um mundo de diferenças, sendo a mais importante delas a banalização da mulher. São enfocadas a frivolidade e as crises existenciais que caracterizam, antes de tudo, o estereótipo mais devastador da mulher contemporânea. A idéia de que o consumo pode suprir nossas necessidades humanas e trazer a Felicidade, explicitamente cultivada pela série e pelo filme, é tentadora demais, não é? Antes fosse simples assim na vida real também.

O fator entretenimento, entretanto, é satisfatório na medida em que está retratada nas telas e na televisão uma vida de glamour, viagens, amigas e relações muito sedutora. Quem não gostaria de poder sair por aí nos desertos de Abu Dhabi com suas melhores amigas, camelos, champagnes, tudo do bom e do melhor? É um filme para quem gosta e quem respira esse mundo da moda, do consumo e do luxo.Um filme para quem sabe distinguir fantasia de realidade e toma a história como uma diversão ficcional e não como um projeto de vida.  

Quem quiser de distrair, vai poder conferir o filme nas telinhas brasileiras a partir do dia 28 de maio.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A atual relação com o Tempo


O que antes era onomatopéia, virou marca de produto de consumo.

A água já bateu no número 32!

A Persistência da Memória - Salvador Dali


Acabei de ver que, nas últimas duas semanas, já mandei 32 currículos só em 1 site desses de anúncio de emprego. Entre análises linguísticas e aulas de mestrado, classes de letras, matei um tempão nesses sites, dissernindo o que presta do que não presta para se fazer na vida. Como é difícil, não? Nenhuma resposta até agora. Já sabia que seria um longo processo, por isso comecei antes mesmo de terminar o mestrado. Mas mesmo assim, haja paciência. Tem vezes que o tempo parece se dissolver e, prontamente, o reloginho do Dali surge na cabeça.

A Você/SA publicou na edição desse mês uma matéria sobre o processo seletivo para vagas do Google . O atual diretor da empresa no Brasil, Alex Dias, disse que passou por 18 entrevistas para conseguir o cargo. Fora isso, 50% dos empregados contratados foi indicado por um amigo que já trabalha lá. O que me fez pensar que nessa vida de procurar emprego, duas coisas são necessárias: indicação e paciência.

Outra coisa que eu ando reparando é que diferentes profissões estão requisitando coisas parecidas: experiência, agilidade, empreendedorismo, criatividade e inovação. O primeiro dos requisitos é puramente currículo, mas os outros tem muito a ver com o perfil de cada um. É, a capacidade de reflexão e as iniciativas de revolução são cada vez mais bem vista pelo mercado. Talvez a gente só precise ser um pouco mais vanguardista no nosso âmbito de trabalho, assim como Dali foi no seu.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O centro na virada


Havia a música, sim. Mas o mais importante e gostoso era estar em um local inusitado, andando como quem é turista na própria cidade.



sexta-feira, 14 de maio de 2010

Você é o que você come

Cada vez que eu faço uma visita ao nutricionista, surge a pomposa frase: "Você é o que você come". Eu já fui a vários médicos para desenvolver hábitos de vida saudáveis (I wish!), perder peso e ficar de bem comigo mesma. Um deles me receitou uma fórmula, outro remédio para ansiedade. Uma médica chegou ao absurdo de me dizer que eu deveria ler livros de auto-ajuda e aqueles para encontrar Deus e Jesus. Esses livros realmente não casam com o meu perfil de literatura e de gostos.

Mas a verdade é que depende de uma mudança na rotina, nos hábitos e nenhum remédio pode fazer isso por você. Espero que, com a maturidade, eu tenha encontrado uma forma de conciliar melhor as vontades e desejos com aquilo que meu corpo precisa para funcionar bem. Afinal, quando eles dizem que "você é o que você come", eles tem razão. Todo docinho fora de hora, vira bunda um dia.  

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O glamour de uma manhã qualquer

9 e alguns clichês da vida moderna

Nine é a história de um cineasta, Guido Contini (Daniel Day-Lewis), e suas crises amorosas e criativas. Segundo sua esposa, Laura, seu problema é não distinguir trabalho e vida pessoal. Todas as pressões para que seu novo filme, Italia, seja feito e retome o sucesso de seus primeiros trabalhos acabam por soterrar a imaginação e a critividade, tirando o gosto que ele tem pela produção, filmagem e finalização de qualquer obra.




Suas crises são tecidas com memórias e momentos, ambos musicais e líricos, com cada uma das mulheres de sua vida, cada uma com um papel a ser interpretado:

Sophia Lauren, a grande mama italiana.
Judi Dench, a eterna parceira de trabalho.
Marion Cotillard, a esposa perfeita.
Penélope Cruz, a amante passional.
Nicole Kidman, a musa inspiradora.
Kate Hudson, a jornalista com o olhar externo, elogioso. 
Fergie, o primeiro contato, ainda pequeno, com a sexualidade. 

Enquanto entretenimento, o filme atende à necessidade do público de ver um espetáculo. Dramas, paixões e crises que, após a síntese e o processamento dos sentimentos, são resolvidos e levam a personagem principal à uma espécie de redenção e retorno ao lar. Trata de um problema contemporâneo, equilibrar os diferentes âmbitos da vida para satisfação pessoal e encontro da felicidade.Além disso, apresenta o verdadeiro amor como o caminho para a descoberta da felicidade e para redenção, o perdão.  Clichê, mas daqueles que vale a pena perder um tempinho para ver, de vez em quando.
 
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