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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Blogosfera em alta

Uma Thurman é o estereotipo da mãe hippie, feminista e descontente, no filme "Uma mãe em apuros". Ela é também a  autora de um blog sobre o cotidiano sacal e vazio de uma dona de casa amargurada por não ter um trabalho. Antes uma escritora promissora, a maternidade acaba tomando conta de todo seu tempo e energias, mudando seus planos de vida. 

Este texto não é sobre os agouros da maternidade, mas é sobre a blogosfera e a forma como ela está aparecendo nos diferentes meios de comunicação. Dr. House, outro dia mesmo, estava tratando uma paciente blogueira e os textos foram parte da solução do problema médico. Julie & Julia é uma adaptação de um conjunto de textos publicados primeiramente em um blog, mostrando o dia-a-dia de uma atendente de telemarketing que cozinha todas as receitas do famoso livro de Julia Childs.

Essas representações da "vida virtual" parecem indicar que a tecnologia e a internet permitem a publicação de uma variedade de informações, projetos e textos, tornando-se a cada dia mais uma parte importante do cotidiano.  Discutíamos alguns anos atrás na aula de Sistemas da Comunicação Brasileira,  sobre a configuração da blogosfera como um espaço mais democrático e, consequentemente, mais rico de distribuição de informações.  As revistas e os jornais, nessa história toda,  deveriam se tornar mais interpretativos e argumentativos, com projetos gráficos inovadores, usando novos recursos para estabelecer outra relação com o seu público leitor, tornando-se mais interativos.

 A verdade nua e crua é que  gente só lê, de verdade, o que nos interessa. Se você já leu a notícia na internet, porque relê-la no jornal? Só se houver algo novo e surpreendente, não? 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A cadela da casa casou e engravidou

Cora, 3 anos humanos, 21 caninos, está definitivamente grávida e pronta para dar a luz. Cada vez que ela passa, eu olho para ela com mais apreensão.



 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Odeio dizer não!

Estou com um sério problema, que é ter que dizer não para coisas que eu absolutamente amaria estar fazendo nesse momento da vida. Sabe como é? Desmarcar entrevista de emprego porque tenho que terminar uma dissertação de mestrado antes, deixar de ver um show porque o horário não dá certo ou o ingresso está absurdamente caro.

Eu esqueço a diferença entre restrições e limitações nessas horas, fico nervosa, determinista e dramática, como se no futuro não existissem outras oportunidades e possibilidades.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Preparativos para Virada Cultural

Com tantas opções de shows e eventos, está difícil conseguir escolher quais shows serão privilegiados na Virada Cultural de São Paulo, que vai acontecer no final de semana do dia 15 de maio. A ídéia do evento é passar 24 horas ocupando espaços da cidade para realização de shows, apresentações teatrais, espetáculos de dança, recitais de poesia. Só por isso já conquista qualquer pessoa interessada em cultura.

É também uma boa oportunidade para visitar o centro da cidade, sem os medos ou angústias que podem decorrer do passeio, experimentando aquela sensação de flâneur, ou mesmo, quem sabe, um estado de solidão passageira e reclusa, em meio a uma multidão que cresce a cada ano.

Enquanto a dúvida permanece, vale a pena dar uma olhada no que vai rolar:

 - Para quem estiver interessado, o site da Virada Cultural tem a programação e divulga adesões de casas noturnas, bares, teatros, museus, cineclubes, centros culturais e outros estabelecimentos.

- O Catraca Livre  também já tem a programação, com entrevistas e vídeos dos músicos participantes.

Tim Burton e o fantástico mundo de Alice

No livro de Lewiss Carrol, Alice é uma menina de 07 anos que usa da sua critividade para se distrair da rotina. Em Tim Burton, a mesma Alice, agora com 20 anos, foge das suas responsabilidades para conseguir se descobrir e tomar as decisões por si só. Sua grande questão é casar-se ou não com um aristocrata presunçoso e cheio de si, excesivamente mimado pela mãe. O casamento arranjado é parte dos planos da mãe de Alice que, após a morte do marido, tenta garantir o futuro da filha.

Entre uma Alice infantil em busca do conhecimento do mundo e das relações sociais entre diferentes seres e a Alice juvenil questionando seu futuro, perpassa uma das questões mais antigas da filosofia e da literatura, expressa pela frase "conhece-te a ti mesmo". Ao contrário das perguntas e respostas entre o Espelho Mágico e a princesa Branca de Neve, Alice se questiona e é questionada pelo ambiente, por amigos e inimigos e suas respostas são dadas por ela mesma. As escolhas levam a jovem a reconhecer suas limitações, desejos e anseios, buscando um futuro que lhe seja feito à mão.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ser ou não ser, não é mais a questão.

Alguns podem pensar que demorou, mas foi um longo processo para chegar até aqui e dizer, finalmente, que eu sou uma jornalista. Demorou porque eu me formei faz dois anos, mas a questão não era necessariamente a simples realização do fim da faculdade, mas sim: o que fazer com esse diploma que, convenhamos, nem necessário é mais? Afinal, era isso a minha vida? Estudar para fazer parte de algo que, democrática e teconologicamente, qualquer um poderia fazer parte? Veja bem, na prática pode ser um pouco diferente, mas na teoria o que eu digo tem fundamento.

Embora não esteja empregada e trabalhando como jornalista, a dúvida entre o ser e o não ser deixou de existir e deu lugar a uma certeza. A certeza de que, independemente de currículo, eu vou fazer algo na área de comunicação. E já estou fazendo, sem muitos critérios vá lá... bocuda master!

sábado, 1 de maio de 2010

Shaving One Morning

Ouvi dizer que as melhores idéias, as coisas mais revolucionárias possíveis, acontecem repentinamente, em meio às pequenas distrações cotidianas. Descrevia um professor que suas descobertas teóricas aconteciam "shaving one morning". Deu outro dia na Folha Equilíbrio um texto sobre a critividade e como ela surge em momentos inusitados.

Por isso, enquanto escrevo minha dissertação de mestrado, resolvi começar a cozinhar de vez em quando. Quem me conhece, sabe que a cozinha e o tipo de lugar que eu não me arriscaria a entrar. Talvez, quem sabe, se for tão inusitado assim, surjam as minhas melhores idéias, os breakthroughs se dêem com mais facilidade e a escrita saía correndo pela ponta dos dedos.  Algumas práticas valem a pena, nem que sejam para o conforto emocional.
 
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